Postado por Fernando, no dia 1 de junho de 2010.
Nos episódios anteriores de 24 hor… digo, digo, da Série Freela em Real Time, expliquei como cheguei na decisão de utilizar a suíte de aplicativos Google Apps como plataforma central deste projeto, a nível de back-end. Em resumo, os principais motivos foram:
Pra quem não conhece, o Google Apps é a versão empresarial dos serviços Google. Algumas coisas os diferenciam dos aplicativos padrão, entre elas, um maior controle sobre o usuário. Além é claro, da possibilidade de integrá-lo com a infra-estruturar herdada da empresa. No entanto, simplesmente um serviço de e-mail, uma agenda e uma suíte de escritório não são suficientes para gerar “uma plataforma completa de administração de conhecimento”.
A algum tempo já conhecia o Apps. Sempre aguardei uma oportunidade para utilizá-lo seriamente em um projeto. Infelizmente, diversas vezes fiquei com a impressão que faltava algo. Toda vez que surgia um projeto, colocávamos os prós e contras na mesa e ao fim do dia, era fácil notar alguns furos do Google. Algum ponto inevitavelmente era limitado.
Para este projeto, decidi estudar mais a fundo a essência do Google Apps. Logo percebi que algo mudou. O Apps não era mais apenas meia dúzia de aplicativos, ele estava mais robusto e interligado. Novas funções foram implementadas e possibilidades diferentes surgiram. Analisando melhor, o que realmente me convenceu a entrar de cabeça no Google foi:
Sim, sim, sim. Você leu certo: o tão maltratado e injustiçado Google Wave. Alguns xingaram deus e a vída para conseguir um convite. Logo em seguida, xingaram mais ao não entender como utilizá-lo. Google Wave foi considerado um dos fiascos de 2009 e virou piada no twitter. Mas este sistema recebeu muito investimento, e a empresa californiana não desiste tão fácil. Prova disto é que recentemente o Wave foi implantado no Apps. Ou seja, ainda tem bala na agulha.
É fato que a Google cometeu diversos erros em relação a este serviço, e a frustração do público foi geral. Alguns falaram que seu lançamento foi prematuro. Outros, que o sistema de convites não era o ideal. Existe até quem afirme que a aplicação simplesmente não serve pra nada.
Então porque o Google Wave é a minha peça fundamental? Integração meus caros, integração. Este, atuando junto ao Apps, proporciona uma incrível liberdade aos usuários. Ao mesmo tempo, adiciona uma dose de interessante de controle. Liberdade porque ele integra todos os serviços do Google. Na mesma interface você reúne chat, e-mail, mapas, documentos, agenda, etc. Já o controle é devido ao ambiente Apps. A suíte empresarial possibilita restringir as interações apenas ao ambiente interno do domínio. Se assim desejar, o administrador impede que usuários se distraiam com outras “ondas” de fora da empresa. Todo o conhecimento gerado dentro do Wave é restrito aos membros daquele domínio.
Aliás, gerar conhecimento é o DNA do Wave. E principalmente, conhecimento colaborativo. É correto afirmar que alguém sozinho não faz nada
com o ambiente. Ele foi feito para centralizar internações. Você quer marcar uma reunião? Crie um tópico, espalhe para todos os contatos, e aguarde cada um confirmar sua data. Melhor, insira um calendário no tópico e peça uma votação do grupo em relação a data preferida. Ou quem sabe ainda, compare a agenda dos seus colegas e já marque no dia que todos estarão disponíveis! E se alguém tiver uma sugestão? Não tem problema, comente o tópico principal e insira suas idéias! Sem pilhas de e-mails. Sem mensagens perdidas!
Quer outro exemplo? Digamos que você está produzindo uma prova. Cada professor de história precisa enviar suas questões. O Wave é perfeito para isso. Uma onda é criada para reunir o material. Este material está no Google Docs, online e acessível a todos. Em seguida, os demais professores comparam as questões dos colegas e sugerem modificações. Em tempo real ou quando for conveniente, você escolhe. Nada de burocracia, acesse o documento e edite o que desejar. Deixe o controle de versões do Docs fazer seu trabalho. Quando tudo parecer bom, o coordenador é adicionado a onda e verifica o resultado final. Ele quem decide se a prova pode ser aplicada. No fim, uma planilha com as notas dos alunos será adicionada no mesmo tópico, centralizando o conhecimento gerado.
Acredito que aplicações relevantes com o Google Wave irão surgir aos poucos. Sem considerar questões como a API, o simples sistema será de grande importância para o amadurecimento do Apps.
No próximo artigo irei detalhar a arquitetura de informação do projeto. Esta semana tenho reunião com o cliente e vou expor alguns rabiscos. Muitas idéias devem surgir!
ESPALHE:
[...] SFRT: Yes, i love Google! Projetando com Google Wave; [...]
Seu comentário:
Olá, me chamo Fernando Aguirre e moro em Porto Alegre, Brasil. Já desenvolvi trabalhos nas áreas de direção de arte, design, planejamento estratégico e arquitetura de informação. Hoje, busco projetos que exercitem a criatividade, em diferentes campos, exercendo diferentes papéis.
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