Postado por Fernando, no dia 14 de maio de 2010.
Seguindo a série Freela em Real Time, este post vai falar sobre a proposta de solução apresentada. Na verdade, esta não é a solução final, trata-se de um esboço do que foi apresentado ao cliente. Ainda existe muito para ser refinado.
Recapitulando: Precisamos montar uma plataforma de comunicação com as seguintes características:
Tudo isso com verba próxima a zero. Moleza né?
Quando me deparei com esse cenário a primeira reação foi: “Não vai dar”. De cara percebi que estávamos falando de duas coisas bem distintas. A primeira é um site, com ares de portal, ágil e colaborativo. Até ai tudo bem, uma boa arquitetura de informação, um design interessante e um CMS por traz resolvem o bicho. Então surge a segunda perna do brinquedo. O cliente também necessitava de uma solução a nível interno, para gerir o conhecimento gerado dentro da Ong.
Um projeto desta complexidade não pode ser resolvido de uma vez, com uma única solução. É preciso dividi-lo em etapas, e aos poucos, encontrar as melhores alternativas. Desenvolver este site será uma experiência continua, onde a cada mês novas funcionalidades serão agregadas ao projeto. A idéia é que em um prazo de 6 meses a aplicação esteja completa, se é que isso um dia será possível.
Decidi separar o projeto em duas frentes: Site (front-end) e Plataforma (Back-end). Posteriormente, vou dividi-lo em “fases de entrega”, priorizando algumas funcionalidades e postergando outras. Mas sempre com um pensamento global, com um norte bem definido.
Apesar dos requerimentos dessa, digamos assim, “intranet” serem relativamente simples, as soluções não pareciam tanto. Minha primeira opção foi analisar o Microsoft SharePoint. Já havia tido algumas experiências desagradáveis com essa plataforma, mas devido sua grande integração com o Outlook, resolvi dar uma chance. Em conversa com os professores, me passaram que hoje toda comunicação está atrelada ao e-mail. Precisa do arquivo X? Fulano manda por e-mail. Vamos marcar uma reunião? Manda um e-mail com cópia pra todos. Lembra da pauta da próxima aula? Não, mas sei que está em algum lugar no meu Outlook.
Neste cenário a solução do SharePoint parecia interessante. No entanto, não foi preciso muito tempo pra a teoria cair. Primeiro, a solução não é gratuita. Segundo, seria necessário atrelar todas as pessoas envolvidas ao uso de produtos Microsoft. Terceiro, usar o SharePoint para uma organização com pouco mais de 30 colaboradores, parecia matar moscas com bazuca. Carta fora.
Minha segunda idéia foi procurar um sistema gratuito e, se possível, baseado em web. Encontrei algumas soluções interessante, como o OfficeZilla, mas ainda não era o que precisava. Em sua maioria eram sistemas relativamente desconhecidos, que poderiam simplesmente desaparecer da noite para o dia. Preciso de um material sólido, sob o qual a ONG possa montar uma estrutura segura. Outro problema destes sistemas é que são relativamente limitados. Sua documentação não é detalhada e nem todos possuem uma comunidade forte dando suporte.
Em uma última tentativa, antes da desistência, decidi perguntar a Deus. Então ele me responde: “Filho, o que tu precisas ninguém além de mim pode te oferecer”. E não é que o danado estava certo? Utilizar as ferramentas do Google havia sido minha primeira idéia, mas logo descartei devido ao pouco “controle” que havia no ambiente. Além do mais, seria complexo reunir todas as aplicações em um único local. No entanto, o Goolge pensou nisso e me ofereceu o Google Apps. Gratuíto, seguro, aberto a plugins e com uma comunidade de desenvolvedores zelosa por trás.
Mais do que uma simples conta do Apps, a comunidade de entusiastas do Google se uniu, em diversas oportunidades, aos não menos empolgados desenvolvedores de Wordpress. Ambos produzem extensões e plugins fantásticos, integrando totalmente os dois sistemas. A possibilidade de compartilhar uma agenda com meus contatos do Gmail, automaticamente fazendo o update no site gerenciado por Wordpress é perfeita. Uma plataforma completa, segura e gratuita na minha cara todo este tempo. Só é preciso alguém para reunir, filtrar e organizar estes recursos. Na verdade, não precisa mais. Esta será minha diversão pelos próximos quatro meses =)
ESPALHE:
[...] SFRT: Entendendo o projeto; [...]
Seu comentário:
Olá, me chamo Fernando Aguirre e moro em Porto Alegre, Brasil. Já desenvolvi trabalhos nas áreas de direção de arte, design, planejamento estratégico e arquitetura de informação. Hoje, busco projetos que exercitem a criatividade, em diferentes campos, exercendo diferentes papéis.
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