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/labs/Quem tá a fim de aprender um novo idioma? HTML5 e CSS3, chegou a hora

Postado por Fernando, no dia 25 de maio de 2010.

Há meses estava fugindo de qualquer coisa relacionada a HTML5 e CSS3. Não por falta de interesse. Acho tão fantástica a evolução de ambas que ficava difícil ler um texto, recheado de exemplos lindos, e no fim perceber a inevitável frase: “lembre-se que ainda não é compatível com todos navegadores”. Zapeando entre blogs esbarrei com um ótimo pdf produzido pelo pessoal do Tableless. Passando os olhos por cima, logo vi que era bem direto e orientado a prática. Imprimi e deixei guardadinho para o fim de semana.

Lendo o simpático material percebi algumas coisas interessantes: o primeiro que reparei é, logicamente, que a internet está evoluindo. Em seguida, entendi porque os desenvolvedores fazem cara feia ao ouvir que você “programa” em HTML. As tags mudaram, mas a lógica permanece a mesma. Isso acontece pelo fato de HTML simplesmente não possuí-la. Você não precisa compreender lógica de programação para “escrever” um site. Deve apenas conhecer as palavras e ordená-las de forma que faça algum sentido. Isto é montar o HTML/CSS. Isto também é escrever um romance.

Qualquer um pode escrever um Bestseller. A princípio, o único pré-requisito é dominar a gramática de ao menos um idioma. Evidentemente, aulas de redação, repertório de leitura e vocabulário apurado aumentam suas chances. No entanto, como qualquer igreja de quinta sempre afirma: sim, você pode! E pode porque escrever também não possui lógica. Trata-se da arte de escolher as palavras corretas e organizá-las de forma interessante. Não que isso seja uma tarefa fácil, definitivamente não é. Meu argumento é que a escrita de um código HTML/CSS é um processo exatamente igual a escrita de um texto. Quando você desenvolve um site (livro), utiliza códigos (palavras) que são interpretadas por um navegador (cérebro) e produzem um conteúdo compreensível por pessoas. Nessa lógica, outros atores podem participar: A W3C poderia ser a nossa querida Academia Brasileira de Letras. A semântica, por sua vez, possui o papel da linguagem culta, assim como os desenvolvedores WYSIWYG representam os analfabetos funcionais. Na verdade, eu poderia passar o dia apontando semelhanças.

Bom, mas e o que tudo isso tem a ver com HTML5? Simples pequeno padawan, finalmente está na hora de aprender inglês (ou espanhol, alemão, francês, chinês, italiano, tanto faz). Todos nós já escrevemos português, funciona e muito bem. Mas agora vamos aprender um idioma mais simples e organizado. Adicionaremos outra linguagem em nosso repertório, abrindo novas possibilidades. Durante algum tempo ficaremos inseguros, com um certo “sotaque” que irá dificultar as coisas. Mas nunca abandonaremos nossa língua mãe. Sempre poderemos recorrer a ela quando a situação ficar difícil (ou o prazo estourar).

Este processo irá colaborar para separar os garotos dos homens. Em um mercado lotado de sobrinhos, um “plus a mais adicionado e extra” sempre é bem vindo. O resultado de códigos limpos, semânticos e organizados ficará mais evidente. Para nós e para nossos clientes. Seja em tempo de carregamento, suporte multi-plataforma, horas de manutenção ou SEO. Penso que tudo será mais palpável e compreensível.

Já vi desenvolvedor experiente afirmando que só irá estudar as novas tecnologias quando estiverem plenamente difundidas e implementadas. Não crianças, não façam isso. Não criemos novamente um IE6. Do usuário, boa vontade nunca pode ser esperada, eles não são dotados de tal sentimento. A tática é criar uma necessidade no público. Quando um usuário percebe que o site acessado está muito mais bonitão e divertido no trabalho que em sua casa, por si só irá investigar o motivo. E então as empresas serão pressionadas a acelerar a implementação nos browser. É fato, pergunte para qualquer gerente de marketing.

Estude, teste e arrisque. Hoje. Faz bem para você e para todos. Mas pelo amor de deus, garoto, pense, não vá desmontar o site do seu cliente. Use técnicas não destrutivas e sempre, repito, SEMPRE tenha um plano B. Parece bom, né?

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Olá, me chamo Fernando Aguirre e moro em Porto Alegre, Brasil. Já desenvolvi trabalhos nas áreas de direção de arte, design, planejamento estratégico e arquitetura de informação. Hoje, busco projetos que exercitem a criatividade, em diferentes campos, exercendo diferentes papéis.

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